
Árvores altas, o som das folhas balançando com o vento, tudo igual a todos os dias, se não fosse por aquela sensação diferente, que dá medo e ao mesmo tempo segurança, como que alguém te observa. Aquele olhar penetrante que chega sem você saber de onde vem. Te prende, te atrai, como aquele magnetismo de papos furados, que sempre aparecem quando menos se espera e não te deixam em paz. Esperando algo, sua percepção talvez, seu retorno, seu olhar. Mas não olhe apressado, nem de canto, olhe por inteiro, transpasse a barreira da gravidade, do ar, repare nos traços, no piscar de olhos, lentos, como se quisessem dizer alguma coisa com isso. Não desvie, não deixe isso se perder, não seja bobo, isso não se encontra em qualquer esquina por aí...


