
O indivíduo que é profundamente exigido por uma atividade que vai contra suas crenças, que não lhe diz à alma e que executa uma função extenuante por obrigação ou por falta de escolha tende a sofrer danos sérios ao longo do tempo, quanto maior for a sua exposição ao chamado stress ruim. Emoções gerando doenças, desgaste brutal... a chamada somatização costuma vir galopando.
Já o fulano que se joga de cabeça em algo que ama, coerente com o que sente, em linha com aquilo em que acredita, este se cansa, pode ficar um trapo de tanto trabalhar, com olheiras e cara de cansado. Mas tende a se recuperar em seguida e voltar ainda melhor, mais inteiro e mais saudável. Basta um bom fim de semana de descanso, e o corpo se renovará sem maiores dificuldades e sem nenhum dano ou sequela. De fato, melhor que antes.
Eis o mistério fascinante que é o nosso corpo e tudo o que ele carrega e significa: não há sentido para um corpo que não esteja conectado com tudo aquilo que não é o corpo.
(Paulo Lima - Revista Trip)


